BIO
Nascido em São Paulo em 1959, desenvolveu uma prática artística marcada por filosofia gráfica rigorosa. Trata a fotografia como construção, utilizando o aparato fotográfico como ferramenta de expressão plástica que explora o corpo, o movimento, a luz e os limites entre figuração e abstração.
Ao longo de cinco décadas, Klaus passou por transformações radicais de linguagem visual. Nos anos 1970, explorou a cultura do surf nas praias de São Paulo e Rio. Nos anos 1980, consolidou-se em fotografia editorial e fashion, com trabalhos em Vogue Brasil e Claudia Moda. Publicou por Damiani, Ginko Press e Terra Virgem. Suas séries - Mermaids, Introvision, Flowers, Norami, Ophelia's Death, NEXT - representam investigações contínuas sobre forma visual e sensibilidade cromática. A série NEXT (2020-2026) marca uma reconfiguração radical: abandona linguagens anteriores, adota exposições invertidas, duplos negativos e cores distorcidas, buscando "observar o mundo de uma forma nova".
Klaus investiga não apenas o que fotografar, mas como fotografar e o que as imagens devem parecer. Dialoga com movimentos como Neues Sehen de Moholy-Nagy e o abraço surrealista de Man Ray - vendo na fotografia um meio de criação, não registro mecânico. Busca fotografar o invisível, o espírito nas pessoas. Seu trabalho integra mais de 20 coleções permanentes: MASP, Pinacoteca do Estado, MAM, MAC, FAAP e Itaú Cultural no Brasil; museus em Munique, Frankfurt, Paris e Kyoto no exterior. Participações recentes incluem MMXXV (Museu de Fotografia, Fortaleza) e Instituto Figueiredo Ferraz (Ribeirão Preto), 2024-2025.
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